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Se não há como tirar a dor, como ajudar?

A realidade é que por mais que tentemos evitar a dor, ela nos encontra, nos mais diversos momentos de nossas vidas. Todos passamos por perdas, todos sentimos tristezas, a grande questão é que as tristezas não são iguais.


Cada um irá enfrentar uma dor diferente ao encarar o luto e ninguém irá conseguir compreender, por mais empático ou por mais genuíno que seja o desejo de aliviar a dor do outro, não conseguimos e nem devemos tentar conter esse processo.


O luto perinatal ainda passa por mais uma camada extra de dor, que é a deslegitimação que ele sofre pela sociedade, tornando essa jornada ainda mais solitária.


Mas se não há como tirar a dor, como ajudar então?

Acolher os sentimentos, eles todos, sem julgar esses pais, apenas ouvir. Oferecer presença, ser colo. Parafraseando esse mesmo livro, “embora não seja possível carregar uma mãe sob as trilhas tortuosas do luto, talvez seja possível acompanhá-la de mãos dadas."


Texto de Ariela Domingues

Enfermeira Neonatologista HCFMUSP

Voluntária ILP nas Rodas de Apoio e no Projeto Tecendo Amor

 
 
 

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